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quinta-feira, 20 de março de 2008

Futebol


Calma, calma... não é a minha intenção fazer deste um blog esportivo, só queria falar um pouco da relação das pessoas com o futebol, que é uma coisa fora do real.
Eu comecei a torcer pelo meu time mesmo antes de entender o que era futebol. Em 1994, antes da final do catarinense, passou uma carreata de torcedores do Figueirense em frente à minha casa. Pronto, começou a paixão. A partir daí, comecei a me interessar por esse esporte tão popular. Meu pai foi o grande incentivador, me levando aos jogos, vendo na tv ou até mesmo ouvindo pelo rádio. Tudo é válido pra acompanhar, lance a lance, o time do coração.
Nessa idade eu xingava, brigava e ficava emburrado quando o meu time perdia, foi aí que eu ouvi uma verdade que me acompanha "Tá vendo esses jogadores vestindo a camisa do teu clube? Amanhã eles estão do outro lado, sem se importar contigo.". É, meu pai tá certo. É muito bom torcer, vibrar, gritar, mas sem exageros. É o que eu faço hoje em dia, se o meu time perde, chego em casa e relaxo. Ah, mas se ele ganha, faço questão de lembrar a todo mundo, principalmente os torcedores dos rivais.
Rivalidade. Essa é outra coisa engraçada. Vibrar com a derrota de outro time, mesmo que não tenha nada a ver com o teu clube. É esquisito, mas quando fica só aí é saudável. O que não dá pra entender é a violência que o futebol gera. Exemplos não me faltam pra mostrar como pessoas, supostamente movidas pela paixão que têm pelo clube, agridem o torcedor adversário, só porque ele veste a camisa de outro time. O caso mais recente que me lembro é o do Seu Ivo, torcedor do Criciúma que teve a mão decepada por uma bomba arremessada por um torcedor do Avaí, uma coisa realmente absurda. Medidas estão sendo tomadas e espero realmente que se resolva o problema da violência sem que prejudique as festas protagonizadas pelas torcidas apaixonadas.

Por hoje é só. Abraço!

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