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domingo, 22 de junho de 2008

Feliz aniversário atrasado pra mim

segunda-feira, 16 de junho de 2008

“O pra sempre sempre acaba”

Essa frase me fez lembrar os vários períodos na minha vida (ênfase às amizades) que foram eternos enquanto duraram.


Quando a gente é criança, lá pelos sete anos, tem um amigo predileto por dia (eu, ao menos, era assim). Dependendo da situação, andava só com um ou só com outro. Era muito cabreiro e bem inconstante.

Passado um tempo, as coisas amadureceram um pouco. Lá pela 6ª série, as amizades eram mais duradouras. Era um amigo por ano. Durava exatamente um ano porque, como o meu circulo social ainda era muito ligado a relação de sala de aula, quando o ano acabava e eu trocava de colégio ou não pegava a mesma turma, perdia o contato e a amizade. Lembro que tive vários amigões que hoje em dia não faço nem idéia de por onde andam.

Mas isso acabou junto com o ginásio, quando eu fiquei mais liberado pra sair. Então, podia manter um grupo de amigos que freqüentava alguns lugares em comum.

Foi isso que aconteceu e assim levei da minha turma da oitava série um amigo que hoje é um irmão.

Lembro que o pessoal usava preto, camisetas de banda, spikes, correntes, etc... e eu pensava: “meo, vou ser velhão e continuar usando essas roupas e freqüentando esses lugares”. Mas não durou muito tempo.

Deixei de usar exageradamente preto e não vejo mais spikes e correntes. Camisetas de banda só de vez em quando. Os lugares que eu freqüento não mudaram muito, mas minha visão e meus objetivos neles, sim.

Passei a fazer parte de uma banda punk e virei anarquista.

Comecei a ler e me tornei punk “OI!”. Li o Manifesto Comunista, pendurei pôster do Lênin, usei camiseta do Che. “- Viver e morrer pela revolução!”

A partir daí, comecei a me interessar realmente por política. Então, mudei mais um pouco os meus conceitos. Preservei a essência de muitas das coisas que acreditava, mas dispensei o punk e o radicalismo.

Espera aí, não me esqueci das amizades. Nesse meio tempo não fiz muitas amizades novas e as que fiz eram todas pessoas com as quais eu discutia política, o assunto do momento. Só uma pessoa surgiu nessa época, meio que por acaso, e que eu evito discutir política para nos preservar HAHA.

Atualmente estou vivendo uma fase muito radical. Radicalmente light. Tento ser flexível e coerente em todas as situações, mesmo que por várias vezes tenha fracassado. Pretendo buscar sempre o equilíbrio.

Enfim... esse foi um resumo por cima das fases que eu vivi. Claro que preservei muita coisa, até porque não me sentiria confortável em falar sobre tudo, além de ficar cansativo aos poucos leitores ;D

Acho que o melhor nisso tudo é saber dar valor a tudo que eu passei e que todas as minhas experiências moldaram o que eu sou hoje. O importante é sempre estar se modificando, ou seja, melhorando. Cada fase é importante e deve ser vivida intensamente, como se fosse eterna.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Voltando meio improvisado

Acho que o fato da Helô ter criado um blog me incentivou um pouco retomar esse aqui (que, por acaso, eu mal lembrava que existia).
Como eu estou sem inspiração, vou usar um texto que fiz na aula de português um dia desses sobre a imortalidade.

Imortalidade

Durante a década de 60, o mundo viveu a expectativa da primeira viagem para fora do planeta Terra. Os EUA, de um lado, e a URSS, de outro, investiam pesado na corrida espacial, cada qual querendo fixar primeiro sua bandeira na Lua.

Observando toda essa movimentação, Salvador Dali, pintor surrealista, fez afirmações, no mínimo polêmicas, com relação aos estudos de viagens espaciais. Dali disse que seria mais interessante o ser humano buscar, por exemplo, a vida eterna do que se preocupar com o extraterrestre.

Talvez ele não soubesse dos possíveis benefícios de um estudo assim, ou quisesse apenas causar polêmica, o que seria bem o seu estilo, mas acontece que, com isso, levantou novamente a discussão sobre a imortalidade.

Algo como a imortalidade é aparentemente inviável, mas vamos nos permitir cogitar como seria o mundo se isto fosse possível.

Quem não gostaria de viver para sempre?

Realmente, os nossos olhos se enchem ao ouvirmos falar da vida eterna. Alquimistas procuraram durante anos uma maneira de produzir a pedra filosofal, que transformaria metais em ouro e teria o elixir da vida. Mas não devem ter pensado nos problemas que isso poderia causar.

A atual situação da população terrestre é a seguinte: tem gente saindo pelo ladrão! Isso aliado à má distribuição de renda, nos deixa em um estado complicado. Em alguns países já existe políticas maciças de controle de natalidade. Agora, imagine se descobrissem uma maneira de evitar a morte para sempre. O caos estaria instaurado. A população mundial aumentaria muito, as doenças se propagariam de maneira absurda, faltaria comida, faltaria trabalho e faltaria espaço. Além disso, teríamos que conviver com as mesmas pessoas pelo resto de nossas vidas eternas.

A partir desses argumentos, pode-se concluir que a solução pra morte não é algo maravilhoso, pelo contrário, é terrível. E gastar esforços atrás de tal coisa não é uma escolha inteligente. Podemos acreditar que a declaração de Dali foi uma crítica à Guerra Fria, ou uma tentativa de chamar a atenção, mas não um incentivo a imortalidade. Portanto, voltemos às pesquisas espaciais.

Figueirense Futebol Clube - 87 anos


Parabéns, Figueira!
Continue dando a todos os alvinegros muitas felicidades e representando os catarinenses por todo o país!

EU NUNCA VOU TE ABANDONAR!
PORQUE TE AMO!

Que venham mais 87 ;D