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segunda-feira, 16 de junho de 2008

“O pra sempre sempre acaba”

Essa frase me fez lembrar os vários períodos na minha vida (ênfase às amizades) que foram eternos enquanto duraram.


Quando a gente é criança, lá pelos sete anos, tem um amigo predileto por dia (eu, ao menos, era assim). Dependendo da situação, andava só com um ou só com outro. Era muito cabreiro e bem inconstante.

Passado um tempo, as coisas amadureceram um pouco. Lá pela 6ª série, as amizades eram mais duradouras. Era um amigo por ano. Durava exatamente um ano porque, como o meu circulo social ainda era muito ligado a relação de sala de aula, quando o ano acabava e eu trocava de colégio ou não pegava a mesma turma, perdia o contato e a amizade. Lembro que tive vários amigões que hoje em dia não faço nem idéia de por onde andam.

Mas isso acabou junto com o ginásio, quando eu fiquei mais liberado pra sair. Então, podia manter um grupo de amigos que freqüentava alguns lugares em comum.

Foi isso que aconteceu e assim levei da minha turma da oitava série um amigo que hoje é um irmão.

Lembro que o pessoal usava preto, camisetas de banda, spikes, correntes, etc... e eu pensava: “meo, vou ser velhão e continuar usando essas roupas e freqüentando esses lugares”. Mas não durou muito tempo.

Deixei de usar exageradamente preto e não vejo mais spikes e correntes. Camisetas de banda só de vez em quando. Os lugares que eu freqüento não mudaram muito, mas minha visão e meus objetivos neles, sim.

Passei a fazer parte de uma banda punk e virei anarquista.

Comecei a ler e me tornei punk “OI!”. Li o Manifesto Comunista, pendurei pôster do Lênin, usei camiseta do Che. “- Viver e morrer pela revolução!”

A partir daí, comecei a me interessar realmente por política. Então, mudei mais um pouco os meus conceitos. Preservei a essência de muitas das coisas que acreditava, mas dispensei o punk e o radicalismo.

Espera aí, não me esqueci das amizades. Nesse meio tempo não fiz muitas amizades novas e as que fiz eram todas pessoas com as quais eu discutia política, o assunto do momento. Só uma pessoa surgiu nessa época, meio que por acaso, e que eu evito discutir política para nos preservar HAHA.

Atualmente estou vivendo uma fase muito radical. Radicalmente light. Tento ser flexível e coerente em todas as situações, mesmo que por várias vezes tenha fracassado. Pretendo buscar sempre o equilíbrio.

Enfim... esse foi um resumo por cima das fases que eu vivi. Claro que preservei muita coisa, até porque não me sentiria confortável em falar sobre tudo, além de ficar cansativo aos poucos leitores ;D

Acho que o melhor nisso tudo é saber dar valor a tudo que eu passei e que todas as minhas experiências moldaram o que eu sou hoje. O importante é sempre estar se modificando, ou seja, melhorando. Cada fase é importante e deve ser vivida intensamente, como se fosse eterna.

1 comentários:

Heloíse Comper disse...

rô, por mais que digamos que lá no futuro seremos assim ou assados, jamais será igual.
Por mais revolucionários, flexiveis ou não, e tantas outras coisas, nós sempre mudamos.
As pessoas e acontecimentos que passaram pelo nosso caminho ficam como lembranças doces e amargas e cada momento é de grande valia, pois, sempre tiramos algo dele. é daí que temos nossas referências.

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