Acho que o fato da Helô ter criado um blog me incentivou um pouco retomar esse aqui (que, por acaso, eu mal lembrava que existia).
Como eu estou sem inspiração, vou usar um texto que fiz na aula de português um dia desses sobre a imortalidade.
Imortalidade
Durante a década de 60, o mundo viveu a expectativa da primeira viagem para fora do planeta Terra. Os EUA, de um lado, e a URSS, de outro, investiam pesado na corrida espacial, cada qual querendo fixar primeiro sua bandeira na Lua.
Observando toda essa movimentação, Salvador Dali, pintor surrealista, fez afirmações, no mínimo polêmicas, com relação aos estudos de viagens espaciais. Dali disse que seria mais interessante o ser humano buscar, por exemplo, a vida eterna do que se preocupar com o extraterrestre.
Talvez ele não soubesse dos possíveis benefícios de um estudo assim, ou quisesse apenas causar polêmica, o que seria bem o seu estilo, mas acontece que, com isso, levantou novamente a discussão sobre a imortalidade.
Algo como a imortalidade é aparentemente inviável, mas vamos nos permitir cogitar como seria o mundo se isto fosse possível.
Quem não gostaria de viver para sempre?
Realmente, os nossos olhos se enchem ao ouvirmos falar da vida eterna. Alquimistas procuraram durante anos uma maneira de produzir a pedra filosofal, que transformaria metais em ouro e teria o elixir da vida. Mas não devem ter pensado nos problemas que isso poderia causar.
A atual situação da população terrestre é a seguinte: tem gente saindo pelo ladrão! Isso aliado à má distribuição de renda, nos deixa em um estado complicado. Em alguns países já existe políticas maciças de controle de natalidade. Agora, imagine se descobrissem uma maneira de evitar a morte para sempre. O caos estaria instaurado. A população mundial aumentaria muito, as doenças se propagariam de maneira absurda, faltaria comida, faltaria trabalho e faltaria espaço. Além disso, teríamos que conviver com as mesmas pessoas pelo resto de nossas vidas eternas.
A partir desses argumentos, pode-se concluir que a solução pra morte não é algo maravilhoso, pelo contrário, é terrível. E gastar esforços atrás de tal coisa não é uma escolha inteligente. Podemos acreditar que a declaração de Dali foi uma crítica à Guerra Fria, ou uma tentativa de chamar a atenção, mas não um incentivo a imortalidade. Portanto, voltemos às pesquisas espaciais.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Voltando meio improvisado
Postado por Rodrigo Barreto de Sousa às 12:35
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2 comentários:
Vamos juntar tudo.
Imortais, podendo viajar para outros planetas, o mundo sem caos e ao contrário da música "o pra sempre NÃO acaba".
Com certeza, eu não quero ser imortal, e não vejo essa falsa possibilidade como algo benéfico.
O melhor mesmo é existir um tempo, fazer a sua história, deixar saudades, fotografias, vídeos e um sorriso no rosto daqueles que tocarem no nosso nome depois do fim.
Pra algumas pessoas, o fim é algo de dificil aceitação, mas seria estranho começar sem terminar.
beijo grande,
Eu to impressionada..
Voc� escreve muito bem!
;)
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